Como parte da programação da Marcha Nacional pelo Direito à Cidade – Reforma Urbana Já!, na tarde de 6 de junho centenas de pessoas caminharam pelo Eixo Monumental de Brasília, DF, para expressar sua indignação com a prisão arbitrária e sem provas do presidente Lula. Aos acampados se somaram militantes do Comitê Lula Livre de Brasília. O ato se encerrou em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), local em que os manifestantes reafirmaram seu compromisso histórico com a democracia e a inclusão social, em defesa da liberdade do presidente Lula e de sua candidatura às eleições de 2018. Naquela data, completava-se 60 dias da condenação e prisão sem provas de Lula, motivada pela necessidade dos golpistas impedirem que o presidente Lula seja candidato nas eleições de 2018.

A União Nacional por Moradia Popular (UNMP) entende que a prisão arbitrária de Lula tem um objetivo político, articulado pela mesma aliança que deu um golpe na Presidenta Dilma, composta pelos empresários, os grandes meios de comunicação, os partidos de direita que atualmente dominam os poderes Executivo e Legislativo, e pelo Judiciário. Por isso, exigimos Lula Livre! Eleição sem Lula é Fraude!

Além dos movimentos de moradia, estiveram presentes no ato parlamentares e o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que levou à manifestação uma faixa com a inscrição: “STF, faz 60 dias Lula está preso injustamente”. A faixa é uma forma de expor ao STF que os movimentos sociais não darão sossego aos golpistas enquanto a injustiça contra Lula continuar. Carvalho afirmou que nenhum militante descansará enquanto o presidente Lula não for libertado, “porque ele é inocente, e o povo quer Lula presidente da República”.

No atual contexto de profunda crise política, econômica e social, em que as famílias mais pobres sentem diretamente as consequências da retirada de direitos e do corte de investimentos nas áreas sociais, os movimentos entendem que a tentativa de impedir Lula, o líder nas pesquisas de intenção de voto, de se candidatar, significa impedir o projeto político que o petista representa. Também faz parte da agenda golpista criminalizar os movimentos sociais e as lideranças sociais. Desde o golpe só aumentou o uso do aparato policial e judicial para perseguir lideranças, em aliança com os meios de comunicação tradicionais. A criminalização das lideranças é a face mais visível de um amplo processo de enfrentamento, que envolve perseguição judicial e embates direitos, como nos casos intervenção militar no Rio de Janeiro e do assassinato da Vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Pedro, em 14 de março, no Rio de Janeiro-RJ, caso ainda não solucionado.

Diante disso, é preciso que o povo brasileiro se organize e lute em defesa do projeto político que Lula representa, de transformação social, desenvolvimento e conquista de direitos. Nas palavras de Lula: “Não adianta eles acharem que vão fazer com que eu pare, eu não pararei porque eu não sou um ser humano, sou uma ideia, uma ideia misturada com a ideia de vocês (…). Todos vocês, daqui pra frente, vão virar Lula e vão andar por este país fazendo o que vocês têm que fazer e é todo dia! Eles têm de saber que a morte de um combatente não para a revolução (…). Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais poderão deter a chegada da primavera. E a nossa luta é em busca da primavera”.