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Já passamos de 110 mil mortes, uma triste marca para o Brasil, que se afunda na crise. Tratada como uma “gripezinha” pelo presidente Jair Bolsonaro, a COVID-19 está tirando milhares de vidas, sobretudo das pessoas em maior vulnerabilidade. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgada recentemente, mostra que a doença mata mais em locais com maior presença de autônomos, donas de casa e pessoas que usam o transporte público. A população mais pobre do país foi deixada à própria sorte, sem acesso a políticas de saúde, saneamento, assistência social e geração de renda. 

Desde o início da crise, no entanto, os movimentos populares promovem campanhas de solidariedade e luta por direitos para enfrentar essa dura realidade. A União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM) integra a campanha “Movimentos Contra a Covid-19”, e com isso está engajada em diversas ações nos bairros, favelas, mutirões autogestionários, ocupações e cortiços. 

Já foram distribuídas cerca de 90 mil cestas básicas em todo o estado de São Paulo, além de kits de materiais de higiene e máscaras produzidas por companheiras do próprio movimento. Em julho, seguindo o princípio da economia solidária, foram elaboradas cestas com a compra de alimentos saudáveis, vindos da luta pela reforma agrária no Brasil. Foram doadas 20 toneladas de arroz orgânico produzido por assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A UMM optou pela compra do arroz do MST por entender que a população mais vulnerável também tem direito a uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos, um componente fundamental do direito à saúde.

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Desde que teve início o processo de distanciamento físico, a UMM-SP se mobiliza para garantir condições mínimas para as pessoas conseguirem ficar em casa. É realizado um trabalho permanente de identificação das regiões e famílias mais vulneráveis, para que as doações cheguem a quem mais precisa. Além disso, para de fato garantir saúde para toda a população, é preciso lutar por direitos. O movimento entende que, para ficar em casa, é preciso que as famílias tenham uma moradia digna, de modo que a crise traz de volta ao centro do debate público a necessidade de se investir em uma política habitacional com participação popular. A UMM-SP também luta contra os despejos e pela efetivação do direito à cidade como forma de superar a crise.