Fórum Social de São Paulo quer estimular cooperação e articulação entre organizações . Participe!

Fortalecer a resistência e contribuir na construção de alternativas para as cidades, melhorando as condições e a qualidade de vida de todos. Este é um dos objetivos centrais do Fórum Social de São Paulo, lançado em novembro passado e que terá sua fase final realizada nos dias 21 e 22 de maio de 2011. Para atingi-lo, está sendo usada uma metodologia especial, característica dos Fóruns Sociais, que ocorrem mundo afora desde a realização do primeiro Fórum Social Mundial em 2001, em Porto Alegre: a cooperação.

A idéia é tornar mais visível tudo que vem sendo feito pela sociedade civil e assim estimular ações conjuntas para resolver os graves problemas enfrentados pelos moradores da Grande São Paulo. O Fórum Social de São Paulo não tem dirigentes, o processo é facilitado por um conjunto de entidades organizadoras do primeiro FSM, que iniciaram a discussão em torno da realização do que veio a ser o Fórum Social São Paulo. Essas entidades facilitadoras trabalham de forma corresponsável e horizontal.

Além do Grupo Facilitador, há um espaço mais amplo de discussão e tomada de decisões: o Coletivo de Articulação, que se reúne periodicamente e está permanentemente aberto à participação de todos os interessados em colaborar. Esta metodologia se insere na mesma lógica da horizontalidade e da preocupação em evitar disputas pelo poder dentro do processo FSM, explicitadas na sua Carta de Princípios. As decisões são tomadas por consenso, cuja construção exige ouvir os argumentos de todos até se chegar a uma posição comum.

“O “outro mundo” que queremos só será efetivamente “possível” se a dinâmica fundamental que nele mobilize direcione as ações dos envolvidos à valorização da vida, e dos bens comuns de  maneira não excludente. Por isso, como os meios usados para atingir determinado fim moldam os resultados que se obtém, o próprio processo de construção do “outro mundo” tem que se desenvolver dentro de uma dinâmica de cooperação e não de competição entre os que nele se engajam”, explica Chico Whitaker, membro do Grupo Facilitador do Fórum Social de São Paulo. “Em redes como esta não há chefes, comandos unificados e níveis de poder que se afunilam, da base até a cúpula, como nas pirâmides. Seus integrantes têm diferentes funções e todos são corresponsáveis pelo conjunto”, acrescenta.

Além do Grupo Facilitador e do Coletivo de Articulação, as entidades, movimentos e organizações que participam do Fórum Social de São Paulo também se organizam em Grupos de Trabalho com tarefas específicas: metodologia, mobilização, comunicação e mobilização de recursos. A participação nesses GTs também é aberta. .

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