No último domingo, 24 de maio, a União dos Movimentos de Moradia do Estado de São Paulo (UMM/SP) realizou o Seminário Regional de Favelas e Ocupações, em Ribeirão Preto. O encontro reuniu lideranças, apoiadores e especialistas sob o lema “Lutando por Regularização Fundiária e Urbanização, contra os Despejos”, consolidando a presença da União no território como espaço de debate, formação e articulação popular.
O evento contou com a liderança da Secretaria de Favelas, Ocupações e Cortiços da UMM, e o apoio do IIED e da Misereor.
Diálogos e Parcerias na Mesa de Abertura
O dia começou com um momento de mística e, em seguida, a mesa de abertura trouxe análises sobre o direito à cidade e a defesa das comunidades vulneráveis. Contamos com a contribuição fundamental de defensores dos direitos humanos e técnicos aliados da nossa luta:
- Daniella Bonilha de Carvalho, Defensora Pública do Estado de São Paulo (Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo);
- Eduardo Abramowicz Santos e Fernando Boton, representando o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos;
- Maria Aparecida de Mattos, assistente social e presidenta da Central Pró Moradia Suzanense (CEMOS);
- Mauro de Castro Freitas, arquiteto da coordenação da UMM-SP para a Macro Ribeirão;
- Cintia Fidélis, assistente social da Peabiru e da Secretaria de Favelas, Ocupações e Cortiços da UMM.
Debates Coletivos e Construção de Propostas
No período da tarde, as lideranças e participantes se dividiram em quatro Grupos de Debate para diagnosticar os desafios regionais e traçar estratégias de enfrentamento. Os eixos centrais foram:
- Acesso à Terra: Discussões focadas no direito à terra, regularização fundiária e urbanização integral de nossas comunidades.
- Direitos Humanos: Uma análise sobre o impacto violento dos despejos, remoções forçadas e as constantes violações de direitos sofridas pelas famílias.
- Acesso à Água e Energia: A urgência da garantia e regularização dos serviços essenciais dentro das favelas e ocupações.
- Mudanças Climáticas: O debate necessário sobre como o racismo ambiental e as alterações no clima afetam diretamente as populações das periferias e áreas ocupadas.
O encerramento do seminário contou com a apresentação das propostas elaboradas por cada grupo, fortalecendo a nossa agenda política e a unidade do movimento na região. O sucesso deste encontro reafirma que a organização popular é o único caminho para garantir que a moradia seja, de fato, um direito de todos e todas, e não uma mercadoria.
O encerramento do seminário contou com a apresentação das propostas elaboradas por cada grupo e fortaleceu a agenda política e a unidade do movimento na região. O sucesso deste encontro reafirma que a organização popular é o único caminho para garantir que a moradia seja, de fato, um direito de todos e todas, e não uma mercadoria.



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