União dos Movimentos de Moradia
– São Paulo

Tel: 11 3667-2307 - Email: ummsp@uol.com.br

Região Oeste e Noroeste > Associação dos Trabalhadores sem Terra da Zona Oeste e Noroeste

Coordenação:
José de Abraão
Ricardo Marques
Leonor Galdino
Elaine
Ana Paula
Endereço: Rua João de Barros, 76 – Barra Funda São Paulo – SP
Fone: (11) 3667 3362
Fax: (11) 3825 9865
Número de participantes: 7.000
Local de Atuação: Jaraguá, Perus, Pirituba, Brasilândia, Casa Verde, Barra Funda, Butantã, Taipas, Cachoeirinha, Lapa.
Área de atuação: Mutirões e favelas.
Histórico:
A Associação dos Trabalhadores Sem Terra da Zona Oeste e Noroeste, entidade sem fins lucrativos voltada para a conquista de moradia e cidadania para os trabalhadores ao longo dos seus 20 anos de existência obteve vitórias importantes, onde se destaca a implantação do projeto do Mutirão Autogestionário que, de forma inovadora em nosso país colocou recursos públicos sob o controle do destinatário final do imóvel. Através da autogestão esses trabalhadores desenvolveram a concepção do projeto arquitetônico (rompendo com lógica dos padrões existentes para moradia de baixa renda a aquisição dos materiais, o gerenciamento total da obra e principalmente o trabalho social, resgate da cidadania e socialização.
Em parceria com os governos federal, estadual e municipal, esta entidade construiu mais de 5.000 (cinco mil) unidades, contribuindo de forma decisiva pelo aumento do padrão de qualidade da moradia e pelo acesso de milhares de famílias ao universo de informações e da cultura, realizando de forma prática um processo de inclusão social através da organização popular.
A Associação dos Trabalhadores Sem Terra da Zona Oeste e Noroeste defende entre os seus milhares de associados, reunidos em mais de 50 grupos espalhados por diferentes bairros da Zona Norte e Oeste no qual se reuni quinzenalmente, o cadastramento para as famílias interessadas acontece uma vez no mês na sede cito Rua João de Barros, 76 – Barra Funda uma idéia central e impulsionadora da sua luta: “Não basta somente construir casas. É preciso reconstruir junto o ser humano que vai habita-la.”
Partindo deste principio a entidade tem desenvolvido projetos culturais. A criação de uma escola dedicada a realização de cursos de alfabetização ao pré-vestibular, ensino das línguas, informática, ida ao teatro, circos, atividades cineclubistas, atividades musicais, incentivo a volta à escola e o programa permanente de formação política, através de cursos e oficinas voltadas para o debate sobre a ampliação dos direitos sociais e a conquista da cidadania.
Nesse aspecto é que ganha relevância o trabalho desenvolvido com os jovens que participam do movimento de moradia, que, em face de sua origem familiar onde a condição econômica é extremamente difícil, estão na maioria das vezes afastadas do acesso aos bens culturais e do mercado de trabalho cada vez mais competitivo.
É nesse quadro onde se misturam o processo de exclusão econômica, cultural, social e familiar, que a entidade busca realizar seu trabalho, numa luta incansável contra os acenos generosos e gratificantes da marginalização.
Pela natureza do nosso trabalho social, estamos inseridos nos bairros periféricos das regiões norte, noroeste e oeste, onde a carência cultural se soma a uma baixa qualidade do ensino público, exigindo uma urgente intervenção do poder público através de Política Pública conseqüente e eficaz que busquem capacitar os jovens para o mercado de trabalho e para a vida social.
Ação comunitária:
É de extrema importância à participação dos jovens na comunidade local. Nos últimos anos os filhos dos moradores dos Conjuntos Habitacionais têm participando de ações efetivas com intervenção nas áreas de Cultura, Educação, Cidadania e outros seguimentos, elevando a auto – estima e fazendo valer a democracia.
Outras conquistas:
Parque Pinheirinho, Fórum de Educação Noroeste (escolas e Creche).
Lutas atuais:
Mutirões autogestionários, programa de crédito solidário, urbanização de favelas, PAR, reforma de Imóvel.