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Movimentos de Moradia reúnem 5 mil em protesto no Palácio dos Bandeirantes

Mais de 5 mil militantes da União dos Movimentos de Moradia (UMM) saem em marcha, nesta quarta-feira (4), para cobrar do Governo Geraldo Alckmin avanços na política habitacional e soluções para a crise hídrica no estado de São Paulo. A concentração do ato inicia às 9h, no Parque do Povo (Av. Henrique Chamma, 590 - zona oeste) e, depois, em caminhada, os manifestantes seguem até o Palácio dos Bandeirantes (Av. Morumbi, altura do número 4,500 – zona sul).

O protesto é motivado por um contexto em que programas e projetos habitacionais estão parados no estado de São Paulo. Sem avanços nessa área, se torna cada vez mais grave a situação de milhares de famílias, que sofrem com falta de moradia, habitação precária, aluguéis muito caros, entre outros. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2012), a Unidade da Federação com o maior déficit habitacional é o estado de São Paulo, com 1,12 milhões.

Além da ausência de moradia adequada, a população do estado ainda sofre com uma das maiores crises de abastecimento de água da história. Sendo que os mais afetados pelo racionamento forçado e pela falta de informações por parte do governo estadual e da Sabesp, são os moradores mais pobres e da periferia.

Diante disso, a UMM propõe e cobra do governo estadual uma série de ações a serem implementadas para diminuir os conflitos e problemas habitacionais. São propostas dirigidas ao governo, à Secretário Estadual de Habitação, à Casa Paulista e à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).